Manejo Integrado de pragas (MIP) para grãos e cana

Publicado em 20/01/2020

Apesar de toda a funcionalidade e utilidade dos defensivos agrícolas, os produtores rurais estão sempre em busca de reduzir o seu uso para diminuir os gastos e aumentar o lucro. Pensando nisso e em outras questões importantes de manejo, estratégias como o MIP (Manejo Integrado de Pragas) estão sendo cada vez mais praticadas no campo em todo o país.

Além dos benefícios econômicos, esse tipo de manejo de pragas também ajuda nas questões ecológicas e sustentáveis, preservando e colaborando com o meio ambiente e agregando valor ao produto final. No entanto, para que se tenha sucesso nessa prática, é importante conhecer os detalhes, princípios e metodologias, seguindo à risca todas essas questões.

Com um bom planejamento e um calendário agrícola em dia, o MIP pode ser a grande sacada que você está precisando para aumentar seus lucros e ganhar autoridade no mercado. Confira a seguir tudo o que você precisa saber sobre o manejo integrado de pragas.

MIP - Manejo Integrado de Pragas

O que é o Manejo Integrado de Pragas – MIP?

O MIP – manejo integrado de pragas – é uma estratégia de controle que visa buscar um equilíbrio entre a população de pragas para que ela se mantenha sempre abaixo do nível de dano na lavoura. Desse modo, são usadas ferramentas e ações preventivas baseadas em uma análise constante da presença dos invasores na área.

Dentro de uma tabela específica para cada praga, são determinados os níveis onde é possível conferir se a população está baixa, média ou precisando de intervenção emergencial. Ou seja, enquanto uma praga não atinge o seu nível de dano econômico, não é necessário gastar com defensivos, mantendo apenas o controle desse população sem gerar maiores gastos.

Além disso, após identificar a necessidade de intervenção, o MIP ainda propõe o estudo de maneiras eficientes de agir, não recorrendo apenas ao controle químico. Além de um bom manejo da área, o controle biológico também é uma solução que se destaca dentro dessa estratégia.


Princípios do MIP

Para que seja possível atingir o nível de equilíbrio proposto pelo MIP, é essencial cumprir com todos os princípios básicos que esse manejo possui. 

Conhecer a lavoura

A avaliação do agroecossistema é fundamental para um manejo eficiente de pragas. Conhecer a lavoura ajudará a entender melhor o comportamento dos invasores e a resposta das plantas, que podem ser prejudicadas também pelo clima ou por deficiências nutricionais.

Uma planta com problemas nutricionais, por exemplo, fica mais vulnerável ao ataque de pragas, fazendo com que o nível de dano econômico possa ser atingido antes do esperado. O clima muitas vezes também tende a favorecer a proliferação de algumas espécies invasoras, podendo fazer com que o monitoramento deva ser mais constante que o indicado.

A presença de inimigos naturais também é um fator de grande importância na tomada de decisões dentro do manejo integrado de pragas. Sendo assim, podemos concluir que cada lavoura em si possui suas particularidades e precisa ser observada para que haja eficiência na implantação e execução do MIP. 

Determinar o nível de controle

Antes de atingir o nível de dano econômico, a população de pragas passa pela fase chamada nível de controle. Quando esse nível é atingido, é chegada a hora de estudar e aplicar as melhores soluções para impedir que a população cresça e cause prejuízo à lavoura.

Por isso, conhecer e determinar o nível de controle de acordo com seu ambiente, tipo de praga, estágio de desenvolvimento da cultura e presença de inimigos naturais também é fundamental para a eficiência do MIP.

Realizar amostragens

Dentro do manejo integrado de pragas, as amostragens precisam ser realizadas frequentemente, principalmente em épocas de maior incidência dos invasores. As amostragens incluem observação de folhas, armadilhas luminosas, armadilhas adesivas, pano de batida, entre outros métodos para contagem e avaliação.

Desde o plantio até a colheita, o monitoramento de pragas precisa ser realizado periodicamente. Através dele será possível determinar o momento (nível de controle ou nível de dano) e o método de controle.

Monitorar o comportamento da praga e das plantas

Além de conhecer a densidade populacional das pragas através das amostras, conferir as informações taxonômicas de cada espécie é de extrema importância. Ao identificar a praga e suas características, todas as decisões e estratégias de controle se tornarão mais assertivas.

Afinal, existem métodos diferentes de ação para lagartas, mariposas ou para os ovos das pragas. Além disso, conhecer as espécies presentes na lavoura possibilita a adoção de técnicas como o controle biológico, que pode ser muito mais eficiente, sustentável e econômico que o controle químico tradicional.

O que é manejo integrado de pragas

Quando agir no Manejo Integrado de Pragas?

Dentro do MIP existem 3 níveis principais: o nível de equilíbrio, o nível de controle e o nível de dano econômico. Quando a lavoura está no nível de equilíbrio significa que a presença de espécies invasoras não está comprometendo o desenvolvimento e produtividade da cultura.

No nível de controle, como o próprio nome já diz, é o momento de promover ações para controlar o desenvolvimento e crescimento populacional do invasor, impedindo que o nível de dano econômico seja atingido. Nessa fase é possível escolher dentre os vários métodos de controle indicados para o MIP, de acordo com as condições e especificações da lavoura.

O nível de dano econômico revela que a presença da praga já está causando prejuízos na lavoura, e por isso, será preciso agir imediatamente para que esses danos sejam os menores possíveis.


Tipos de controle no MIP

Um dos pontos mais vantajosos do MIP é que dentro desse método é possível optar por ações que não sejam necessariamente o uso de defensivos químicos, que são mais caros e podem comprometer o equilíbrio entre pragas e inimigos naturais.

Os tipos de controle são:

  • Controle cultural: ação preventiva que deve ser feita de forma permanente, como rotação de culturas, destruição de restos de culturas, poda, plantio direto, destruição de hospedeiros, etc;
  • Controle biológico: com liberação de inimigos naturais ou uso inseticidas seletivos que preservem essas espécies;
  • Controle comportamental: uso de feromônios, plantas repelentes, armadilhas luminosas, adesivas e de outros tipos, etc;
  • Controle varietal: uso de espécies transgênicas que possuem proteínas inseticidas, como o caso da soja e do milho bt;
  • Controle químico: uso de defensivos químicos agrícolas, sempre rotacionando o modo de ação para evitar a seleção de uma espécie super resistente. 

Todas as vantagens citadas ao longo do texto evidenciam que o uso do MIP nas lavouras tende a ser uma solução cada vez mais explorada. Além de reverter em maior lucro para o produtor, esse método a longo prazo ajuda a proteger a área contra a chegada de novas pragas, graças ao equilíbrio ambiental e ecológico promovido ali.

Com um controle de pragas mais assertivo e eficiente, o produtor poderá não só diminuir seus custos, como também abrir um novo leque de mercado diante de uma sociedade que preza cada vez mais pela sustentabilidade em seus alimentos.

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Amanda Campos
Amanda Campos
Sou Engenheira Agrônoma especialista em produção e marketing de conteúdo para o Agronegócio. Fundadora da Agro Content.
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