Nutrição e adubação do cafezal: Tudo o que você deve saber!

Publicado em 05/04/2021

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Nos últimos 20 anos, a cafeicultura brasileira passou por grandes transformações, com aumentos significativos na produtividade. Na safra de 2020, por exemplo, a produção nacional atingiu 60 milhões de sacas de 60kg, com produtividade média nacional de 31,6 sacas por hectare. Mas, muita dessa produtividade é decorrente de uma boa nutrição e adubação do cafezal.

Porém, a desinformação ainda persiste, com muitos produtores errando na aplicação de nutrientes do café, acarretando em prejuízos tanto na produção como no bolso.

Nutrição do Cafezal

Por isso, três são os princípios de adubação do cafezal que precisam ser conhecidos, assim apresentados:

1. Entendimento da exigência e do estado nutricional do cafeeiro;

2. Análise do solo para conhecer a disponibilidade de nutrientes no solo;

3. Eficiência da adubação.

Veja mais detalhes destes princípios abaixo.


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Entendimento da exigência e do estado nutricional do cafeeiro

A adubação do cafezal representa um manejo que deve ser muito bem planejado.

Por isso é essencial considerar que as quantidades de nutrientes exigidas pelo café variam em função da produção, idade da planta, tipo de adubo que será utilizado, das perdas de nutrientes que possam ocorrer, entre outros aspectos.

É importante que o cafeicultor também entenda que a nutrição e o volume de adubação do cafezal são variáveis, pois dependem da etapa de desenvolvimento do cafezal. Ou seja, a exigência para formação da lavoura não será a mesma que a exigência da produção.

Neste cenário, a época de frutificação é aquela que apresenta uma demanda naturalmente maior. Além disso, é preciso que entendamos que quanto maior for a produção, maior será a demanda por nutrientes.

As taxas de aplicação de nutrientes são também maiores durante o pico de produtividade dos frutos, normalmente do terceiro ano em diante. Nesse estágio de desenvolvimento do cafezal, a exportação de nutrientes pela produtividade é maior.

Além disso, com muitas plantações sendo cultivadas em áreas onduladas e sujeitas a alta precipitação, a erosão superficial e perdas de nutrientes podem se tornar grandes desafios para cafeicultores.

Vale considerar também que os anos de baixa produção, onde o café vegeta menos e a produção de frutos é menor, a demanda de nutrientes do café tende a também ser relativamente menor.

Nutrientes mais importantes para melhor desenvolvimento do cafezal

Assim como a grande maioria das culturas, os nutrientes considerados essenciais para o cafeeiro são classificados em:

  • Macronutrientes – nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre, demandados em maior quantidade pela planta.
  • Micronutrientes – boro, zinco, cobre, ferro, manganês, cloro e molibdênio, demandados em menor quantidade pela planta.

Entre os macronutrientes o nitrogênio e o potássio são exigidos em quantidades similares, com o primeiro sendo essencial para um bom crescimento vegetativo e obtenção de altas produtividades e o segundo ganhando importância durante o crescimento dos frutos.

O fósforo é exigido em quantidades muito menores, sendo importante em viveiros e durante a fase de estabelecimento das plantas de café, assim como na fase de pré-florescimento para impulsionar o crescimento radicular.

O cálcio é o terceiro nutriente mais importante em termos de exigência total de nutrientes, sendo requerido para crescimento das plantas, qualidade e produtividade dos frutos. Já a fase de maior absorção de magnésio e enxofre ocorre durante a maturação.

Entre os micronutrientes, ferro, manganês, zinco, cobre e boro são elementos-chave na cultura do café, mesmo que em quantidades muito pequenas.

O ferro é necessário em maiores quantidades, e, junto com o manganês, é importante para o crescimento.

O boro e o zinco, embora sejam necessários em quantidades baixas, possuem a função de melhorar a qualidade dos frutos e um suprimento adequado é crítico durante o florescimento e pegamento de frutos.

 

Análise e amostragem do solo e das folhas

Ponto de partida para uma boa nutrição e adubação do cafezal.

Para alcançar o sucesso produtivo de qualquer cafezal, realizar a análise do solo e das plantas é extremamente importante, somente assim é possível fazer a correta recomendação de corretivos e fertilizantes.

Amostragem do solo

Especificamente para a cafeicultura as recomendações de correção e adubação do cafezal ocorrem na camada 0 a 20 cm do solo, com alguns casos atingindo uma camada mais profunda, de 20 a 40 cm.

Amostragem do Solo do Cafezal
Fonte: Rehagro

A amostragem do solo deve ocorrer de forma anual no meio da faixa adubada ou de forma bianual, nas camadas 0-20 cm e 21-40 cm, também no meio da faixa adubada.

A época da amostragem é outro ponto que precisa ser considerado.

O ideal é realizar esse manejo entre abril e maio, antes da colheita ou da arruação. Entretanto, a amostragem pode ser realizada em outra época e até mais de uma vez ao ano, de acordo com o nível tecnológico e as particularidades da região de cultivo.

Recomenda-se também que o local da amostragem seja na área da “saia” do cafeeiro, basicamente por dois motivos.

O primeiro é que a as raízes do cafeeiro exploram, predominantemente esse local, ou seja, o nutriente deve estar nessa pequena área.

O segundo motivo é que será nesse local que foram ou serão feitas as adubações.

Entretanto, quando se deseja conhecer a condição do solo nas entrelinhas, pode ser feita também a amostragem no meio da rua do cafezal, lembrando que são duas situações diferentes que necessitam de duas amostras a serem analisadas separadamente.

Amostragem das folhas

Além de fazer a amostragem do solo, a realização da amostragem e análise de folhas é altamente recomendável, devendo ocorrer em três fases:

  • Antes da 1ª adubação do cafezal;
  • Um mês depois da 1ª adubação;
  • Um mês depois da 2ª adubação.
Amostragem das Folhas do Cafezal

Com essas três amostragens, é possível monitorar o estado nutricional do cafezal de modo mais seguro. Alternativamente, pode-se fazer uma amostragem depois do primeiro parcelamento, no caso de se fazerem três, ou depois do segundo, quando são feitos quatro parcelamentos.

Para essa amostragem das folhas deve-se proceder com a coleta do 3º e do 4º pares de folhas, na altura média da planta, num total de 50 pares de folhas/gleba, em 25 plantas, colhendo 2 pares, um de cada lado da planta.

Lembre-se sempre: A adubação do cafezal começa com a análise do solo (e da folha), continua com a correção da acidez e termina com a aplicação do adubo.

 

Eficiência da adubação do cafezal: época, fonte e modo de aplicação

O último princípio da adubação de grande importância para a produtividade cafeeira é a busca pela eficiência da adubação do cafezal. Nesse último princípio, fatores como fonte, época de aplicação e de que modo o fertilizante será aplicado são fundamentais.

Exatamente por isso a análise do solo e a diagnose visual são úteis para definir os elementos que estão deficientes no solo e na planta, respectivamente.

Assim, a dose de adubação do cafezal necessária depende, no caso da planta em produção, dos seguintes fatores:

  • Nível de fertilidade do solo;
  • Adubação do cafezal feita na cova (principalmente em se tratando do fósforo);
  • Colheita pendente ou desejada.

Já a época de aplicação dos adubos é determinada por dois fatores principais:

Períodos de maior exigência do cafeeiro:

  •  Depois da colheita e do início da vegetação;
  •  Pegamento da florada; e
  •  Crescimento dos frutos.

Na prática, entretanto, para simplificar, a dose total geralmente é dividida em parcelas iguais.

Comportamento do adubo no solo:

O nitrogênio é um dos nutrientes do café sujeito a perdas por lixiviação, o fósforo é muito fixado no solo e o potássio ocupa posição intermediária. Dessa forma, o comum fazer o fracionamento da dose dos três elementos, o que é determinado principalmente pelo comportamento do nitrogênio.

Para isso, as duas principais “ferramentas” para a recomendação da adubação do cafezal são a análise de solo e a análise foliar.

 

Planejamento + software de gestão: Adubação perfeita

Vimos até aqui que a adubação do cafezal é fator primordial para a cafeicultura. Para facilitar esse processo e dar mais respaldo às decisões, um bom software de gestão torna-se imprescindível.

Cabe ao software de gestão permitir um controle operacional e financeiro da adubação. O melhor exemplo nesse aspecto é certamente o CHBAGRO.

O CHBAGRO é um software de gestão agrícola específico para fazendas, que permite um gerenciamento totalmente integrado das atividades.

Quando há o lançamento de uma nota fiscal de compra, por exemplo, automaticamente o CHBAGRO gera uma despesa no módulo financeiro, adicionando também o insumo no estoque.

Na medida em que o operador agrícola aplica este insumo, o sistema permite a realização de todos os cálculos para informar quanto a aplicação custou em cada fazenda e talhão.

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Diego Cruz
Diego Cruz
Sou Zootecnista (FZEA/USP) e mestre em produção animal sustentável pelo Instituto de Zootecnia. Atualmente sou produtor de conteúdo para a internet.

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