Os Mapas de Produtividade e suas vantagens

Publicado em 25/05/2020 | Atualizado em 29/03/2021

Entre as tecnologias que auxiliam na Agricultura de Precisão, os mapas de produtividade são uma das mais importantes, já que mostram qual parte da lavoura está produzindo mais e qual parte está produzindo menos.

Mapa de Produtividade

A Agricultura de Precisão (AP) consiste no manejo especializado da lavoura, baseado na investigação da sua variabilidade, visando a otimização do lucro, diminuição do impacto ambiental e aumento de eficiência.

Ela é um conceito e não apenas uma tecnologia. Piloto automático, GPS, drones, e outras tecnologias são apenas ferramentas da AP.

O tratamento localizado da lavoura e do terreno busca maximizar a produtividade da cultura e ao mesmo tempo diminuir os custos com insumos.

Acompanhe aqui o que são mapas de produtividade e como eles podem auxiliar no manejo e gestão da sua lavoura.

 

O que são mapas de produtividade?

Os mapas de produtividade são elaborados durante a colheita. A colheita de grãos é realizada com uma colhedora equipada com sensores de produtividade e receptor de GPS.

Os mapas de produtividade são elaborados de forma simultânea a realização da colheita, com muitos dados de produtividade coletados em cada ponto do talhão.

O mapeamento da produtividade é considerado o ponto de partida para a aplicação da Agricultura de Precisão.

Ele reflete os resultados do manejo empregado na condução da lavoura, e fornece a informação necessária para orientar o produtor a investigar as causas das variações encontradas nos talhões.

Normalmente encontram-se manchas de alta e baixa produtividade que ocorrem na mesma área ao longo dos anos, possivelmente por fatores que não podem ser manejados, como a textura do solo, relevo, áreas de baixada etc.

Essas manchas podem ser identificadas pelos mapas de produtividade, possibilitando seu manejo localizado.

Exemplo de Mapa de Produtividade
Fonte: Molin, José P.

 

Como os mapas são gerados?

Os mapas de produtividade são elaborados automaticamente a partir da mensuração ou estimativa da quantidade de um produto durante a colheita.

A estimativa é feita por sensores instalados nas máquinas, juntamente com o produto colhido são fornecidos os dados de localização de cada ponto, por um receptor GNSS, largura de corte, umidade dos grãos, distância percorrida pela máquina, entre outros.

Ao fim da colheita do talhão, os dados de colheita podem ser exportados para uma planilha eletrônica para serem processados e interpretados utilizando um software SIG.

 

Cuidados com o mapa de produtividade

Assim como os sensores geram uma grande quantidade de dados, eles também geram um considerável número de dados errôneos.

Por isso os dados precisam ser filtrados e processados para que o mapa de produtividade apresente, com fidelidade, o que realmente está acontecendo no campo.

Alguns fatores que levam a geração de dados errôneos são:

  • Máquina e sensores descalibrados;
  • Indicação errada da largura de corte da plataforma;
  • Erros de posicionamento;
  • Tempo de enchimento e retardo. É o tempo que leva para que o produto seja colhido, passe pelo sistema de trilha e depois seja direcionado para o sensor. Normalmente esse erro acontece em áreas de manobra da máquina.
  • Falha de sensores.

A filtragem de dados deve ser feita para eliminar a maior quantidade de erros possível. Alguns são eliminados pelos programas fornecidos pelos fabricantes das máquinas e outros não.

Os erros podem ser removidos por análises estatísticas, interpolações ou com a utilização de softwares.

O Laboratório de Agricultura de Precisão (LAP) da Esalq/USP (Piracicaba/SP) desenvolveu um software que faz essas filtragens e pode ser adquirido gratuitamente clicando aqui.

Mapa de Produtividade Esalq

Fonte: LAP Esalq/USP

 

Como os mapas de produtividade podem auxiliar o produtor rural?

O mapa de produtividade é um dos métodos mais corretos para estimar a heterogeneidade do campo.

Ele evidencia a diferença entre regiões de alta e baixa produtividade, porém não explica a causa da variação, que pode estar ocorrendo por diversos fatores diferentes.

No entanto, com esse mapa em mãos é possível direcionar a investigação das causas dessas variações, facilitando o manejo localizado das áreas de baixa produtividade.

As variações podem ser causadas por problemas de fertilidade, compactação do solo, ataque de pragas, plantas invasoras, erosão, entre outros.

É possível fazer recomendações de adubação, utilizando um software SIG, a partir dos mapas de produtividade, fazendo a reposição dos nutrientes baseado na exportação pela colheita.

Onde se produz mais, haverá uma maior exportação de nutrientes, necessitando de uma quantidade maior de fertilizante para a reposição do nutriente.

Para gerar os mapas de exportação basta multiplicar o mapa de produtividade interpolado por um fator de exportação de cada nutriente. Esse valor pode mudar de acordo com a cultura, região e solo.

Essas informações podem ser facilmente adquiridas pela internet.

E a partir do mapa de exportação é possível fazer uma equação para gerar mapas de aplicação a taxa variável baseado no teor de determinado nutriente contido no fertilizante a ser utilizado.

Mapas de Produtividade
Fonte: Arquivo Próprio

É possível fazer uma investigação mais assertiva de acordo com um bom histórico de mapas de fertilidade, principalmente quando o produtor possui mapas de diferentes culturas, como mapas de soja, milho, algodão.

Geralmente as manchas de baixa produtividade acontecem nas mesmas áreas ao longo do tempo, isso ocorre devido a fatores que não podem ser controlados, como a textura do solo e relevo.

Solos com diferentes teores de argila e areia irão refletir em produtividades diferentes, mesmo em um único talhão, pois isso impacta diretamente na armazenagem de água e sua disponibilidade para as plantas, além de afetar a retenção e lixiviação de nutrientes.

Com diversos mapas de produtividade de um mesmo talhão em mãos, o agricultor consegue identificar e localizar as áreas de baixa produtividade e começar a trata-las de maneira diferenciada.

Ele pode optar a utilizar menos fertilizantes nessas áreas, já que elas não vão responder ao aumento do uso de fertilizantes. Pode ser feito um manejo diferente do solo ou até mudar a cultivar a ser semeada.

Áreas mais produtivas, indicadas pelo mapa de produtividade serão mais responsivas a maiores quantidades de fertilizante, e podem ser mais adequadas para a utilização de uma cultivar com maior potencial produtivo.

Dessa forma, o produtor pode manejar a variabilidade de acordo com o seu potencial, separando seus talhões em diferentes zonas de manejo.

 

Conclusão

O mapa de produtividade auxilia no entendimento da variabilidade da lavoura e permite que o produtor desenhe sua estratégia de manejo para aumentar seu lucro otimizando o uso de insumos, sementes, maquinário.

É importante que os dados sejam filtrados e processados para que o mapa elaborado forneça informações assertivas e de qualidade, que irão auxiliar na tomada de decisão do produtor rural.

Existem softwares gratuitos que transformam os dados filtrados em um mapa, como o QGIS.

As ferramentas de AP aliadas a softwares de gestão agrícola, como o CHBAGRO, trazem diversos benefícios para o produtor rural.

Dessa forma, o produtor será capaz de entender e visualizar a variabilidade existente na sua fazenda, realizar o manejo localizado e realizar o gerenciamento completo da sua fazenda.

 

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Fábio Barros
Fábio Barros
Sou Engenheiro Agrônomo pela UNESP (FCA-Botucatu).
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