Problemas de solo na Agricultura

Publicado em 29/12/2019

De acordo com a Global Soil Forum, nos últimos 50 anos a quantidade de solo agricultável per capita reduziu em torno de 50% no mundo. Além disso, estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) revelam que os problemas de solo afetam cerca de 33% das terras, apresentando um alto ou médio grau de degradação.

Com isso, podemos perceber a necessidade de voltar os olhos para esse recurso tão fundamental para o agronegócio. Afinal, o manejo do solo influencia diretamente toda a produtividade, qualidade e desempenho das lavouras.

Problemas de Solo

Ao observar os motivos que levam a essa degradação, podemos classifica-los em 4 principais problemas de solo que atingem todo o mundo e exigem um bom manejo. Confira!


Quatro principais motivos que causam a degradação em terras agricultáveis

Os motivos a seguir lideram a lista de fatores de degradação mais comuns e prejudiciais no mundo relacionadas à problemas de solo:

1. Erosão

A erosão do solo é causada por vários fatores, tanto ambientais e naturais quanto humanos. O desmatamento, por exemplo, contribui fortemente para a desestruturação da terra, já que toda a cobertura verde é removida da área.

Sem as raízes penetradas e prontas para absorver a água da chuva, há o maior acúmulo e encharcamento do solo, interferindo também na consistência e causando instabilidade e erosão. Dentro da lista de problemas de solo, a erosão é a maior responsável pela perda de água, terra, matéria orgânica e nutrientes pela mobilidade.

2. Salinização

A salinização é um problema grave principalmente nas regiões áridas e semi-áridas que possuem um péssimo manejo da irrigação. Apesar das possibilidades de surgir naturalmente, são as ações do homem que intensificam e levam as terras a um quadro de infertilidade praticamente irreversível.

Em resumo, a salinização do solo acontece quando há o acúmulo de sais minerais – seja da água da chuva, do oceano ou da irrigação. Somado a uma péssima drenagem do solo, a água evapora enquanto os sais se acumulam e tornam a terra improdutiva em um curto espaço de tempo.

3. Compactação

O processo de compactação é a outra ponta do extremo da erosão. Enquanto a erosão representa um solo desestruturado e com alta mobilidade, a compactação é o adensamento de suas partículas.

Ou seja, o solo se torna rígido e perde toda a sua porosidade, impedindo o crescimento das raízes e diminuindo a penetração profunda da água e nutrientes. Além disso, o acúmulo de água na superfície inicia também o processo de erosão, unindo dois problemas de solo de uma só vez.

A compactação do solo é causada principalmente por pisoteio de pessoas e animais e pelo tráfego de máquinas agrícolas, como tratos e colheitadeiras. Adentrar a área quando a terra está molhada e a falta de boas práticas de manejo contribuem para que esse problema surja. 

4. Poluição química

A poluição química pode ser causada por fatores como o mal uso de fertilizantes, herbicidas e inseticidas, que podem contaminar o solo e a água. Quando usados em excesso, os agroquímicos podem ser conduzidos pela água da chuva, adentrando mais profundamente o solo e até mesmo desaguando em córregos, rios e lagos.

No entanto, graças aos estudos que estão sempre evoluindo visando o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar, as novas fórmulas unem baixa toxicidade com alta tecnologia para evitar a lixiviação e mobilidade das moléculas. Portanto, a capacitação e orientação no uso desses produtos é fundamental para evitar problemas de solo!


Como evitar esses e outros problemas de solo

Para não sofrer prejuízos relacionados a degradação do solo, algumas medidas preventivas são necessárias para promover um uso sustentável e racional desse recurso. O manejo do solo deve ser adaptado a depender do clima, vegetação, região e situação atual da terra.

Além disso, outras estratégias também pode ser usadas de acordo com a capacidade produtiva de cada área. A seguir, listamos algumas dicas para diminuir os impactos e continuar desenvolvendo o seu negócio com eficiência:

Manejo do solo em caráter vegetativo 

  • Fazer o reflorestamento das áreas degradadas para a recuperação da área;
  • Promover o uso racional de pastagens, com estratégias como a rotação;
  • Promover o uso de plantas de cobertura, para proteção e recuperação da estrutura do solo;
  • Plantar culturas em faixas, para garantir maior área de cobertura vegetal;
  • Fazer consórcio de culturas, como plantio direto;
  • Fazer cordões de vegetação permanente;
  • Alternar as capinas;
  • Usar quebra-ventos, que protegem as plantas e o solo.

Manejo do solo em caráter edáfico 

  • Fazer o manejo do solo de acordo com a capacidade produtiva do mesmo;
  • Promover a preservação da vegetação natural;
  • Fazer adubação verde/orgânica, que melhora e recupera a estrutura do solo;
  • Evitar o uso excessivo da adubação química;
  • Monitorar e controlar focos de incêndio;
  • Fazer a calagem do solo.

Manejo do solo em caráter mecânico

  • Analisar, planejar e distribuir de forma racional os caminhos na lavoura;
  • Fazer sempre o preparo do solo antes de todo plantio;
  • Fazer o plantio em contorno, respeitando as curvas de níveis;
  • Fazer sulcos e camalhões em áreas de pastagens;
  • Fazer canais escoadouros;
  • Fazer canais divergentes;
  • Facilitar o trânsito dos maquinários agrícolas, como inclinações suaves ao lado das culturas.

 

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Amanda Campos
Amanda Campos
Sou Engenheira Agrônoma especialista em produção e marketing de conteúdo para o Agronegócio. Fundadora da Agro Content.
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